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Jojo Direita - Entrevista


  Hoje a entrevista do blog é com a escritora Jojo Dieira, do livro V.A.P- Vulnerável. Autentica. Perspicaz. De Macapá e apaixonada por livros, a escritora já conta com mais de 6,60k de leitores no wattpad. Mas quem é Jojo Dieira? Veja sua resposta maravilhosa sobre essa pergunta: Perguntinha difícil, hein? Provavelmente, passarei a vida inteira tentando responder a essa incógnita. Entretanto, no momento, eu sou uma estudante de Odontologia dotada de muitas paixões com uma sede crescente pelo conhecimento e por palavras. Espero, em breve, saber mais de mim para responder melhor a esse questionamento.”



1- Quando você começou a escrever? E qual foi o motivo?
Eu escrevo desde muito nova na verdade. Comecei a escrever como uma forma de dialogar comigo mesma e compreender o mundo, esse sentimento ainda permanece, mas hoje possuo universos e personagens para compartilhar.

   2- Qual assunto você mais gosta de escrever?
Medos e inseguranças. Em todos os meus textos costumo explorar alguma fraqueza. Além disso, a temática é medo me instiga, eu amo pesquisar sobre o assunto. Acredito que um livro pode

  3- Você escuta música quando está escrevendo? Qual gênero normalmente escuta? 
Eu escuto música durante qualquer coisa que eu esteja fazendo. Normalmente, eu escuto algo presente em minha playlist mesmo como um pouco de folk, rock e jazz. Em outros momentos, estou completamente alucinada pela MPB brasileira, a nova geração, então Tim Bernardes e Phill Veras tornam-se os meus repeat definitivo.

  4- Inspirações? Algo de momento? Alguma pessoa? Fica planejando muito antes de escrever? Influencia-se em algo?
É claro como cronista a vida me inspira tudo o que nos provoca um sentimento intenso e verdadeiro pode ser digno de relato. Pessoas empenhadas em abraçar a si mesmo com intensidade me inspiram muito. Geralmente, eu planejo depois de escrever permito que a ideia se revele como é, apenas deixo fluir e depois vejo o que acontece. Existem dois escritores que me deixam sem fôlego toda vez que eu leio ou releio alguma obra: Machado de Assis e Clarice Lispector. Além desses, eu diria também os novos escritores que acabam conseguindo publicar alguma obra ou desenvolver algum conteúdo desafiador para eles, eu sinto que essa paixão pela literatura me inspira.

  5- Você acha que alguma das histórias de seu livro te define ou algum dos personagens é mais parecido com você?
Bom, atualmente trabalho em crônicas. Então, cada uma delas expressa muito do que eu sinto e minhas reflexões sobre a vida.

  6- Teve bloqueios e dificuldades quando estava escrevendo? Tem algum exemplo das dificuldades que encontrou?
Tive vários, não posso negar. A todo o momento, eu me questionava se valia a pena publicar os meus textos e se seriam relevantes para os outros de alguma forma.

  7- Estratégias para escrever? Quais? 
Faço uma listinha de fatos e acontecimentos que passam pela minha cabeça quando desejo escrever uma história assim como escrevo parágrafos pequenos sobre como o personagem pode estar se sentindo. Algo que me ajuda a explorar a minha criatividade dentro do novo universo e imaginar situações e até mesmo conhecer melhor meus personagens.

  8- Que programa você usa para escrever? 
Word mesmo. É engraçado pensar desse jeito, no entanto quando a ideia vem. Qualquer bloco de papel, caderno e até mesmo app no celular é oportuno. Eu tenho uma facilidade com memorização, então.

  9- Em quais plataformas o seu livro está publicado?
Por enquanto, apenas no Wattpad.

  10- Você tem livro físico?
Não, eu não possuo, mas quem sabe, em breve?

  11- De todos os seus personagens, qual o seu favorito?
Bom, não posso falar muito a respeito, mas ele é o protagonista do meu novo trabalho que publicarei ainda esse ano. Então, fica dica.

  12- Quantos livros você já escreveu? 
Calma aí, ainda estou revisando o meu primeiro, porém tenho alguns contos aos quais dedico parte de meu tempo e algumas ideias que estou trabalhando que espero em breve torna-las histórias prontas para serem lidas.

  13- Tem planos de escrever mais livros? Pode falar o que planeja?
Sim, eu tenho e já estou preparando nisso. Há novidades pela frente, hein. Por enquanto, eu estou me conhecendo no universo literário.

  14- Escrever mudou alguma coisa na sua vida? O que? 
Com certeza. Transformou minha visão sobre as pessoas, eu me tornei mais observadora por conta disso. Eu me tornei mais cautelosa com minhas atitudes e avalio mais os impactos que minhas palavras podem ter. Paradoxalmente, eu me tornei mais livre, eu sinto que na escrita eu possa ser eu em minha integridade. Além de melhorar meu português, sentia a necessidade de estudar com mais afinco para evitar cometer gafes.

  15- Qual é o seu sonho como escritora/ escritor?
Desejo levar as pessoas a reflexões pessoais, risos e identificação quando entram em contato com os meus textos. Ajudar as pessoas a se sentirem melhor de alguma maneira.

  16- Quais seus medos como escritora/ escritor?
Ser incompreendida sendo capaz agravar algum sentimento negativo em alguém ou até mesmo machucar alguém. Acredito que passo por esse risco toda vez que escrevo mas não posso silenciar a minha paixão.

  17- Defina você como escritora/ escritor?
Nunca pensei nisso, sabia? Até mesmo porque me encontrei como escritora a pouco tempo, durante a escrita de V.A.P. – Vulnerável. Autentica. Perspicaz. No entanto, eu diria o que costumam me dizer uma escritora sincera e visceral, pois eu me aplico em explorar na dissertação de meus sentimentos.

  18- O que acharia se seu livro se tornasse filme? Teria medo de mudarem muito a história do livro? Ou ia ser um sonho? Quem você ia querer que participasse das gravações? 
É uma pergunta interessante, porém só poderei responder em outro momento. Eu fico devendo essa porque se contasse estaria revelando demais de meus contos e de meus dramas que ainda estão guardados na pasta de meu computador.

  19- Fale um pouco do seu livro
É um livro de verdades que deveriam ter sido ditas, mas que optei em silenciar, de reflexões que não havia encontrado pessoas semelhantes para compartilhar e de sentimentos que nem sabia que possuía surgiram. Bom, não sei se a leitura e o impacto de VAP é muito pessoal costuma ser mais intensa para algumas pessoas e mais divertida para outras. Costuma trazer a luz recordações a todos que leem e identificação também.



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