Entrevista com o Escritor Nidjon Silva.
Compositor e graduado em Língua Portuguesa, Nidjon ganhou em 1º Lugar na categoria humor/drama no concurso escritores de ouro 2020, com o livro Meu Despertador Não Tira a Minha Dor.
Confira as pergutas e respostas:
1- Quando você começou a escrever? E qual foi o motivo?
Desde de 2003 eu escrevo coisas aleatórias sobre fatos ou percepções da
realidade em minha volta. Sempre escrevia alguma música tanto a letra como
a melodia e até gravei algumas; as vezes escrevia poemas, um tanto
melancólico, publiquei alguns, outros queimei os papéis; e nesses últimos
anos eu comecei a escrever histórias e uma delas resultou no livro “Meu
despertador não tira minha dor”. O motivo ao certo, eu não sei, mas acho que
pra me livrar do tédio.
2- Qual assunto você mais gosta de escrever?
Sobre dramas pessoais, não só meus, mas de pessoas comuns que estão
em volta. Mas gosto de misturar esse drama com uma pitada de humor pra que
possam digerir os dissabores dos personagens.
3- Você escuta música quando está escrevendo? Quais gêneros
normalmente escuta?
Sim, a música harmoniza o barulho interior da minha mente, e me ajuda a
concentrar as minhas ideias pra produzir todo o conteúdo e espaço-tempo da
história. Escuto rock (desde de Tanlan à Muse) e ouço muito, muito mesmo,
“música brasileira tecida na esperança” como diz o cantor Marcos Almeida.
4- Inspirações? Algo de momento? Alguma pessoa? Fica planejando muito
antes de escrever? Se influencia em algo?
As inspirações vêm de coisas simples do dia a dia, como por exemplo um
simples objeto, um despertador, e a partir da observância de um simples objeto
eu começo a produzir narrativas em volta dele, e depois disso eu posso chegar
no que é mais importante para mim, nas relações interpessoais e seus
devaneios e dissabores.
Eu planejo a história inteira antes de escrever o primeiro capítulo, mas no
processo de construir as narrativas que encaixem no roteiro pré-estabelecido,
surgem novas ideias, e obviamente tento adequá-las ao planejamento inicial. E
minha influencia principal é o grande Douglas Adams, não chego nem perto
dos seus feitos e nem pretendo.
5- Você acha que alguma das histórias de seu livro te define ou algum dos
personagens é mais parecido com você?
É complicado dizer que alguma história me define, porque eu misturo
minhas memórias com coisas que crio e outras situações que são apenas
leitura e adaptação da realidade na sociedade. Agora personagem parecido
comigo tem o “David”, mas são apenas alguns poucos traços de personalidade,
mesmo assim não me vejo nele não.
6- Teve bloqueios e dificuldades quando estava escrevendo? Tem algum
exemplo das dificuldades que encontrou?
Sim, aconteceu bastante comigo no “Meu despertador não tira minha dor”,
eu demorei três anos (2017-2019) para finalizar o livro. As vezes eu ficava duas
horas ou mais olhando para tela do notebook parado sem produzir nada. Fora
que eu estava ao mesmo tempo cursando o curso de letras que me atrasou
muito no processo de produção da minha escrita. Eu até inventei um fim antes
do tempo, mas eu achei que não era o final que eu queria, então eu fiz uma
segunda parte (as duas partes em um volume único) e dei continuidade ao que
eu tinha projetado anteriormente.
7- Estratégias para escrever? Quais?
A única estratégia, é de planejar o inicio e fim da história, depois só
preencher o meio, e fazer que tudo deem certo para que aconteça o fim que
você planejou. Simples assim.
8- Que programa você usa para escrever?
Word, simplesmente.
9- Em quais plataformas o seu livro está publicado?
Só o Wattpad.
10- Você tem livro físico?
Não.
11- De todos os seus personagens, qual o seu favorito?
O Narrador, kkkk, no meu livro o narrador também é um personagem e é
com ele que eu brinco no meio da história que deveria ser tensa.
12- Quantos livros você já escreveu?
Dois, o outro é um livro de poema, e também está no wattpad.
13- Tem planos de escrever mais livros? Pode falar o que planeja?
Sim, no mínimo mais um. Um de ficção científica. Não sei quando, mas
vou.
14- Escrever mudou alguma coisa na sua vida? O que?
Sim, eu pude despejar minha ansiedade e sentimentos depressivos na
minha escrita.
15- Qual é o seu sonho como escritora/ escritor?
Eu não nenhuma pretensão não, pra mim é mais uma terapia, mas se vier
frutos maiores do que imaginei, também não vou me incomodar não e nem
recusar.
16- Quais seus medos como escritora/ escritor?
Tenho medo de que o que eu escrevo não faça sentido.
17- Defina você como escritora/ escritor?
Escritor dramático de humor psicodélico.
18- O que acharia se seu livro se tornasse filme? Teria medo de mudarem
muito a história do livro? Ou ia ser um sonho? Quem você ia querer que
participasse das gravações?
Seria interessante, mas eu amaria se virasse série. E nem me incomodaria
se mudassem muito, tendo o inicio e o fim da história idênticos ao livro, estava
de bom tamanho.
Se a produção fosse brasileira, o ator principal poderia ser Selton Melo, e
se a produção fosse estrangeira o ator pra fazer David poderia ser o Steve
Carell.
19- Fale um pouco do seu livro
Então, o David, passa a história toda sofrendo com más notícias, é
namorada que que dar um pé na bunda, é pai ausente que reaparece décadas
depois, amigo que morre, pessoas mortas que não estavam mortas de
verdade. Fora outras coisas mais estranhas e mais malucas, que só vale apena
saber lendo a história. Eu só posso dizer que David só descansa desses
dissabores da vida no final do livro.
Compositor e graduado em Língua Portuguesa, Nidjon ganhou em 1º Lugar na categoria humor/drama no concurso escritores de ouro 2020, com o livro Meu Despertador Não Tira a Minha Dor.
Confira as pergutas e respostas:
1- Quando você começou a escrever? E qual foi o motivo?
Desde de 2003 eu escrevo coisas aleatórias sobre fatos ou percepções da
realidade em minha volta. Sempre escrevia alguma música tanto a letra como
a melodia e até gravei algumas; as vezes escrevia poemas, um tanto
melancólico, publiquei alguns, outros queimei os papéis; e nesses últimos
anos eu comecei a escrever histórias e uma delas resultou no livro “Meu
despertador não tira minha dor”. O motivo ao certo, eu não sei, mas acho que
pra me livrar do tédio.
2- Qual assunto você mais gosta de escrever?
Sobre dramas pessoais, não só meus, mas de pessoas comuns que estão
em volta. Mas gosto de misturar esse drama com uma pitada de humor pra que
possam digerir os dissabores dos personagens.
3- Você escuta música quando está escrevendo? Quais gêneros
normalmente escuta?
Sim, a música harmoniza o barulho interior da minha mente, e me ajuda a
concentrar as minhas ideias pra produzir todo o conteúdo e espaço-tempo da
história. Escuto rock (desde de Tanlan à Muse) e ouço muito, muito mesmo,
“música brasileira tecida na esperança” como diz o cantor Marcos Almeida.
4- Inspirações? Algo de momento? Alguma pessoa? Fica planejando muito
antes de escrever? Se influencia em algo?
As inspirações vêm de coisas simples do dia a dia, como por exemplo um
simples objeto, um despertador, e a partir da observância de um simples objeto
eu começo a produzir narrativas em volta dele, e depois disso eu posso chegar
no que é mais importante para mim, nas relações interpessoais e seus
devaneios e dissabores.
Eu planejo a história inteira antes de escrever o primeiro capítulo, mas no
processo de construir as narrativas que encaixem no roteiro pré-estabelecido,
surgem novas ideias, e obviamente tento adequá-las ao planejamento inicial. E
minha influencia principal é o grande Douglas Adams, não chego nem perto
dos seus feitos e nem pretendo.
5- Você acha que alguma das histórias de seu livro te define ou algum dos
personagens é mais parecido com você?
É complicado dizer que alguma história me define, porque eu misturo
minhas memórias com coisas que crio e outras situações que são apenas
leitura e adaptação da realidade na sociedade. Agora personagem parecido
comigo tem o “David”, mas são apenas alguns poucos traços de personalidade,
mesmo assim não me vejo nele não.
6- Teve bloqueios e dificuldades quando estava escrevendo? Tem algum
exemplo das dificuldades que encontrou?
Sim, aconteceu bastante comigo no “Meu despertador não tira minha dor”,
eu demorei três anos (2017-2019) para finalizar o livro. As vezes eu ficava duas
horas ou mais olhando para tela do notebook parado sem produzir nada. Fora
que eu estava ao mesmo tempo cursando o curso de letras que me atrasou
muito no processo de produção da minha escrita. Eu até inventei um fim antes
do tempo, mas eu achei que não era o final que eu queria, então eu fiz uma
segunda parte (as duas partes em um volume único) e dei continuidade ao que
eu tinha projetado anteriormente.
7- Estratégias para escrever? Quais?
A única estratégia, é de planejar o inicio e fim da história, depois só
preencher o meio, e fazer que tudo deem certo para que aconteça o fim que
você planejou. Simples assim.
8- Que programa você usa para escrever?
Word, simplesmente.
9- Em quais plataformas o seu livro está publicado?
Só o Wattpad.
10- Você tem livro físico?
Não.
11- De todos os seus personagens, qual o seu favorito?
O Narrador, kkkk, no meu livro o narrador também é um personagem e é
com ele que eu brinco no meio da história que deveria ser tensa.
12- Quantos livros você já escreveu?
Dois, o outro é um livro de poema, e também está no wattpad.
13- Tem planos de escrever mais livros? Pode falar o que planeja?
Sim, no mínimo mais um. Um de ficção científica. Não sei quando, mas
vou.
14- Escrever mudou alguma coisa na sua vida? O que?
Sim, eu pude despejar minha ansiedade e sentimentos depressivos na
minha escrita.
15- Qual é o seu sonho como escritora/ escritor?
Eu não nenhuma pretensão não, pra mim é mais uma terapia, mas se vier
frutos maiores do que imaginei, também não vou me incomodar não e nem
recusar.
16- Quais seus medos como escritora/ escritor?
Tenho medo de que o que eu escrevo não faça sentido.
17- Defina você como escritora/ escritor?
Escritor dramático de humor psicodélico.
18- O que acharia se seu livro se tornasse filme? Teria medo de mudarem
muito a história do livro? Ou ia ser um sonho? Quem você ia querer que
participasse das gravações?
Seria interessante, mas eu amaria se virasse série. E nem me incomodaria
se mudassem muito, tendo o inicio e o fim da história idênticos ao livro, estava
de bom tamanho.
Se a produção fosse brasileira, o ator principal poderia ser Selton Melo, e
se a produção fosse estrangeira o ator pra fazer David poderia ser o Steve
Carell.
19- Fale um pouco do seu livro
Então, o David, passa a história toda sofrendo com más notícias, é
namorada que que dar um pé na bunda, é pai ausente que reaparece décadas
depois, amigo que morre, pessoas mortas que não estavam mortas de
verdade. Fora outras coisas mais estranhas e mais malucas, que só vale apena
saber lendo a história. Eu só posso dizer que David só descansa desses
dissabores da vida no final do livro.
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